Sexta feira,13 de Dezembro de 1968
Todos os dias acordo e desligo o despertador que eu tanto odeio, e me preparavo para mais um dia cheio de compromissos inadiáveis, reuniões intermináveis e horas de trabalho exaustivo e repetitivo. Sou a típica cidadã brasileira que trabalha como um burro de carga para receber um salário que não paga nem metade de meu esforço.
Ando pelas ruas temerosa, sempre olhando de um lado para o outro e nem nos momentos de diversão esqueço dos perigos que me cercam. Ouço as pessoas falarem de assaltos, sequestros e crimes hediondos todos os dias com uma naturalidade quase sádica. Pela rotina, já estou acostumada com essa realidade trágica. Mas algo dentro do meu coração diz: "É desumano, é cruel...". Minha única saída é ignorar os gritos de socorro que vem de dentro de mim e continuar a viver minha vida, ignorando o absurdo da violência no meu país.
Todos os dias vejo mendigos nas ruas pedindo um pouco da atenção das pessoas em relação a seus problemas, e elas estão apressadas demais com seus horários para ajudá-los. Cada um com seus problemas e todos se dando mal por causa de seu egoísmo, é assim que estamos vivendo.
A educação é precária e penso que o estado deixa nossas crianças em condição de ignorância, para moldá-las de acordo com seus interesses e um dos maiores interesses do estado é "pintar e bordar" com dinheiro público sem nenhum impecílio, e convenhamos, que se a população pobre possuísse um intelecto desenvolvido, seria um grande calo nos pézinhos do nosso governo.
Enfim, esta é a realidade do meu país. Sinto-me indignada, envergonhada e até mesmo possessa quando paro para pensar que poucas pessoas lutam para mudar tudo isso. Quem discorda, debate e luta por justiça nesses "Anos de chumbo" é considerado criminoso e é punido por simplesmente defender seus ideais.
Espero que essa ditadura caia o mais rápido possível, e que as próximas gerações aproveitem com afinco a oportunidade de mudar toda essa situação, deixando de lado, toda acomodação que está instalada na nossa população , para que finalmente possamos viver, em um país realmente justo e livre.
Nada aqui é real, é apenas, intenso
segunda-feira, 23 de maio de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
Aeeeeeee o mundo não acabou!
Quem não se borrou todo de medo ás 18:00 do dia 21 de maio de 2011 que atire a primeira pedra. Todos pensamos nos nossos pecados, em tudo o que fizemos de errado, e até nos comportamos melhor. Eu por exemplo, me dediquei a fazer tudo o que eu queria neste dia. E quando deu as tão temidas 18:00h eu me senti bem tranquila.
Muitas pessoas, fizeram isso, muitas pessoas curtiram mais sua família e muitas pessoas reveram seus erros. O mundo não acabou, é verdade. Ele continua aqui, o tempo passa voando em frente aos nossos olhos e não estamos fazendo nada que nos deixe mais alegres, ou que ajude o próximo certo?
Enfim, " odia do fim do mundo" de certa forma não foi tão inútil. Se todos os dias as pessoas tratassem como se fosse o último dia de suas vidas, o mundo estaria bem melhor.
Sua reação quando deu 18:00 e uma bola de fogo não passou pela sua janela:
Muitas pessoas, fizeram isso, muitas pessoas curtiram mais sua família e muitas pessoas reveram seus erros. O mundo não acabou, é verdade. Ele continua aqui, o tempo passa voando em frente aos nossos olhos e não estamos fazendo nada que nos deixe mais alegres, ou que ajude o próximo certo?
Enfim, " odia do fim do mundo" de certa forma não foi tão inútil. Se todos os dias as pessoas tratassem como se fosse o último dia de suas vidas, o mundo estaria bem melhor.
Sua reação quando deu 18:00 e uma bola de fogo não passou pela sua janela:
quarta-feira, 18 de maio de 2011
A noite estava fria e meus pés tremiam mesmo cobertos pela grossa toalha de lá, que eu, usava para me aquecer dentro da barraca que me abrigava em meio a uma floresta densa de árvores altas e terra úmida.
Próxima da barraca, uma coruja "cantava" de minuto em minuto apavorando-me irracionalmente. Eu não sabia onde estava, nem porque diabos alguém teria feito aquilo comigo, eu era inocente, não tinha feito nada de errado e não tinha inimigos.
Vítima de um rapto, com o corpo cheio de dor, trêmula, cansada e amedrontada. Esse, era o meu estado naquele momento. Então, uma sombra de repente surgiu do lado de fora e minha reação foi apenas fechar os olhos.
"É, seus medos estão tão aflorados que você se acorvada de um jeito tão ridículo... certamente, já sabe o que lhe espera, e se não sabe, tem medo de saber...Mas apenas relaxe, mesmo sendo apavorante saber que seu destino está nas mãos de um completo desconhecido." Essas,foram as últimas palavras que ouvi em minha vida carnal. Minhas últimas sensações foram a de dor extrema, medo, desespero e o frio quase insuportável que anunciava a minha morte. O último cheiro que senti, foi o cheiro do orvalho da floresta misturado com o cheiro de meu sangue, que manchava os lençóis na cabana originando um aroma ironicamente marcanta, mas, extremamente perturbador. E enfim, já derrotada, tive a última visão de minha vida: A água quente jorrando de uma vasilha fétida em direção a meus olhos. Naquele momento, senti o ar em meus pulmões pela última vez e finalmente entreguei meu corpo à morte.
Você aguentaria sofrer o que sofri? Você teria forças para suportar? Ainda acreditaria em Deus depois de passar por tudo isso? Se não... comece a dormir mais atento, não ignore qualquer ruído e lembre-se de que cobrir-se com o cobertor não te ajudará em nada, pois ele vem à noite. É apenas um aviso.
Ps: Se você leu até aqui, leia as primeiras palavras de cada parágrafo.
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