A noite estava fria e meus pés tremiam mesmo cobertos pela grossa toalha de lá, que eu, usava para me aquecer dentro da barraca que me abrigava em meio a uma floresta densa de árvores altas e terra úmida.
Próxima da barraca, uma coruja "cantava" de minuto em minuto apavorando-me irracionalmente. Eu não sabia onde estava, nem porque diabos alguém teria feito aquilo comigo, eu era inocente, não tinha feito nada de errado e não tinha inimigos.
Vítima de um rapto, com o corpo cheio de dor, trêmula, cansada e amedrontada. Esse, era o meu estado naquele momento. Então, uma sombra de repente surgiu do lado de fora e minha reação foi apenas fechar os olhos.
"É, seus medos estão tão aflorados que você se acorvada de um jeito tão ridículo... certamente, já sabe o que lhe espera, e se não sabe, tem medo de saber...Mas apenas relaxe, mesmo sendo apavorante saber que seu destino está nas mãos de um completo desconhecido." Essas,foram as últimas palavras que ouvi em minha vida carnal. Minhas últimas sensações foram a de dor extrema, medo, desespero e o frio quase insuportável que anunciava a minha morte. O último cheiro que senti, foi o cheiro do orvalho da floresta misturado com o cheiro de meu sangue, que manchava os lençóis na cabana originando um aroma ironicamente marcanta, mas, extremamente perturbador. E enfim, já derrotada, tive a última visão de minha vida: A água quente jorrando de uma vasilha fétida em direção a meus olhos. Naquele momento, senti o ar em meus pulmões pela última vez e finalmente entreguei meu corpo à morte.
Você aguentaria sofrer o que sofri? Você teria forças para suportar? Ainda acreditaria em Deus depois de passar por tudo isso? Se não... comece a dormir mais atento, não ignore qualquer ruído e lembre-se de que cobrir-se com o cobertor não te ajudará em nada, pois ele vem à noite. É apenas um aviso.
Ps: Se você leu até aqui, leia as primeiras palavras de cada parágrafo.
Você conseguiu prender minha atenção nesse conto.
ResponderExcluirTem futuro!
Gui...
Nice! =D
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